O Correspondente Jurídico em Direito de Família


Todos os dias colegas advogados que não fazem correspondência jurídica me perguntam o que vai ser dos correspondentes no período (pós) pandemia? As audiências virtuais serão as responsáveis pelo fim de uma classe de advogados, estagiários e bacharéis que ganham a vida realizando audiências e diligências?

Entendo que não, pelo contrário, eu consigo visualizar os benefícios que isso trará a toda classe de advogados, inclusive os correspondentes jurídicos.

Importante ressaltar que as demandas irão crescer e nesse momento, o mercado precisará de um correspondente jurídico profissional, atualizado, tecnológico e preparado para realizar da melhor forma as demandas de seus clientes.

A exigência será ainda maior, devendo o correspondente primar pela técnica, sendo necessário tornar-se um especialista na área de atuação.

Isso deve se amoldar quando falamos de correspondência jurídica na área do Direito de Família, onde, em sua grande maioria as causas tramitam em segredo de justiça.

Pois bem, o Correspondente Jurídico que atuará na área de Família deverá sempre primar pela especialização na área, além do conhecimento integral acerca do processo em discussão.

Não será apenas uma audiência qualquer que este correspondente irá realizar, mas sim, que poderá discutir e determinar, qual valor de alimentos a serem pagos ao alimentado, qual o modelo de guarda (quando houver criança) a ser definido, dentre outros assuntos, devendo então agir sempre com responsabilidade e com sensibilidade.

Neste momento o mercado irá excluir os generalistas e selecionar os especialistas.

O Correspondente Jurídico especializado em Direito de Família deve ter os mesmos atributos que um advogado de sucesso atuante em Direito de Família. Muito além de técnica legislativa, este advogado deve ter sensibilidade e humanidade ao tratar de questões de alto impacto na vida das partes.

Um colega de faculdade relatou em uma conversa de buteco que a última lembrança que ela tinha do pai foi no dia da audiência de instrução e julgado. Durante todo o processo de pedido de alimentos, o pai, que outrora, era presente, se tornou ausente. A última lembrança que ela tem do genitor é da imagem sarcástica do rosto dele ao assinar o termo da audiência.

Nesta hora, o melhor a se fazer é deixar o advogado de lado e ser HUMANO, a fim de que o momento tenso e doloroso seja rápido e ameno.

Paulo Augusto A. Pimenta – Advogado Correspondente

Marden Gontijo França Filho – Advogado Correspondente

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